Crônica - Tiradentes Brasil
Crônica - Tiradentes Brasil
E hoje é feriado nacional. O que isso quer dizer? Quer dizer que o povo pode dar uma descansada um pouco mais longa, já que o feriado este ano caiu em uma terça-feira. Mas, como tudo na vida, não é bem assim.
Lá por volta de mil setecentos e pataca furada... Ou seria tostão furado... Sei lá, só sei que foi assim. - Como diria Ariano Suassuna - um cidadão mineiro, militar que vivia de tirar os dentes da galera, resolveu se envolver numa barca furada chamada "Inconfidência Mineira". Seu nome era Joaquim José da Silva Xavier - não o X-men. Moral da história: Enforcaram o cara, esquartejaram e o expuseram em praça pública para servir de exemplo. Ai de quem resolvesse se rebelar contra o Império Português. Não sei porque, mas isso me lembra muito a nossa realidade atual. Tenta ir contra o sistema para ver o que acontece.
Deixando de lado nosso sistema falido, vamos tirar um pouco de proveito da situação com a única coisa que nos resta: levar a vida com muito bom humor. Haja bom humor.
Mudou alguma coisa para você? Se mudou, compartilha a proeza. Aqui estou vendendo o almoço para comer a janta. E já faz um tempinho. Me lembro que ainda no inicio daquela miserável pandemia, podia sair para tomar uma cervejinha e comer uma batata frita no restaurante perto de casa. As vezes comia uma lula a dorê e fazia as mesmas piadas com o molusco. Uma isca de peixe deliciosa, hummm... Até salivei. Nunca mais pude me dar a este luxo. E bota luxo nisso.
A coisa está tão feia que logo estaremos fazendo escambo. Bem, acho que quando conseguimos um patrocínio, nada mais estamos fazendo do que um escambo, não é mesmo? Divulgo os serviços de alguém e este alguém me paga com serviços. Não deixa de ser uma troca.
Sei que isso é recorrente em minhas crônicas, mas preciso falar. Você já foi ao mercado este mês? No mês passado saí de lá com 20 sacolinhas de produtos diversos. Este mês foram 15. Neste ritmo, ao final do ano estarei indo ao mercado apenas para olhar os produtos como se fossem artigos de museu. Um amigo me falou que está reciclando suas lixas de madeira. Espero que não seja para limpar o fiofó. E nem precisa, já que a qualidade do papel higiênico caiu tanto que já podemos lixar a madeira com ele. Saudades de quando o Alfredo aparecia na TV com um "Neve" na bandeja. Lembram disso? Quem não né?
Me lembrei de uma coisa. Sabia que após desossar a carne em um açougue, para venda da carne, os ossos são descartados? Sim. Existe uma galera que passa com um caminhão semanalmente e leva estes restos mortais para fábricas de sabão. Isso é o que dizem. Eu desconfio que primeiro passa a galera da salcicha, depois a galera da ração e por último a galera do lixo. Pois bem, hoje em dia a carne está tão cara que os açougues estão "vendendo" esses ossos. Claro, antigamente podíamos passar no açougue e pedir uma canela de boi, sem custos, para fazer um "mocotó" - um tipo de sopa com a canela do boi e que não por mero acaso é uma delícia. Mas agora a coisa está mais braba. O Molusco Lula Lelé se prontificou em resolver o problema e retirou a taxa dos ossos.
Por fim, a correria pela presidência do Brasil está a pleno vapor. O governo está gastando uma fortuna em propagandas pagas com nosso dinheiro e divulgando suas "bolsas tudo". Bolsa família, bolsa gás, bolsa cachaça - esta foi ideia totalmente do Lula Lelé - bolsa bolsa... É tanta bolsa que já me perdi. É incrível o que o dinheiro faz. Me lembro quando o Jair disse: "... aqui neste governo não vamos pagar para redes de televisão falarem bem de nós. E quando forem renovar sua licença de uso da rede de comunicação..." - isso foi falado realmente. Deu no que deu. Perseguiram tanto o cara que só faltou enforcar e esquartejar.
Dinheiro e poder, não necessariamente nessa ordem.
Mood
21/04/2026
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